Desempenho dos Bears sob o comando de Matt Eberflus
O coordenador defensivo dos Chicago Bears, Matt Eberflus, provavelmente não estava satisfeito após sua defesa ter permitido 37 pontos no último fim de semana. No entanto, ao assistir aos vídeos da equipe, pode ter encontrado algum ânimo, mesmo que sutil, na preparação para o jogo desta semana.
Mudanças na comissão técnica
Após ser demitido no meio da temporada passada, a organização trouxe Ben Johnson, um especialista em ataque, cuja reputação na área é bem estabelecida. Contudo, mesmo com a chegada de Johnson, os Bears ainda não conseguiram reverter sua situação. A equipe apresenta um recorde de 0-2, desempenho considerado pior do que aquele registrado no mesmo período do ano passado sob a gestão de Eberflus.
É importante notar que a ofensiva, liderada pelo quarterback Caleb Williams, não parece muito melhor do que antes. Além disso, a defesa piorou significativamente, sendo pulverizada pelos Detroit Lions em um jogo que terminou com um placar de 51-21 na segunda semana da temporada.
Expectativas para a temporada
O cenário em Chicago, embora não necessariamente alarmante, não traz sinais evidentes de que as coisas possam melhorar, mesmo após um período de mudanças significativas, investimentos substanciais e esperanças renovadas para a nova temporada.
Com os Bears se preparando para enfrentar os Dallas Cowboys, e embora a situação pareça desafiadora, parece que esta semana foi reveladora e desafiadora para Johnson. Ele enfatizou a necessidade de um compromisso maior da equipe durante a prática.
Desafios na prática e na equipe
Johnson fez uma declaração clara sobre as expectativas que tem em relação a seus jogadores: "Vamos descobrir nesta semana, durante os treinos, quem quer praticar duro e quem deseja se envolver mais no planejamento do jogo", anunciou aos repórteres. Esta afirmação, em termos mais simples, sugere que a segurança dos postos na equipe não está garantida e que os jogadores de menor destaque devem se esforçar para superar os titulares, que até o momento, não têm demonstrado um rendimento satisfatório.
No dia seguinte a essa declaração, Johnson mostrou-se desapontado com a performance da equipe. "Acredito que nossos hábitos de treino ainda não refletem um time com calibre de campeonato", ele observou, indicando que ninguém havia se destacado na prática.
Retorno à essência do jogo
Dado que seus jogadores não estão atendendo aos padrões que ele estabeleceu, Johnson indicou que está preparado para trabalhar com as características atuais da equipe. Ele mencionou que os treinadores e jogadores estão focando em "coisas simples que se aprendem nas ligas de futebol juvenil". Isso indica que a equipe não está apenas revisitando os fundamentos básicos do futebol americano, mas que estão voltando ao início de suas carreiras na modalidade.
Johnson listou algumas das principais habilidades a serem trabalhadas: "Como bloquear corretamente? Como receber a bola? Como bloquear após a recepção, garantir a posse da bola e outras coisas do tipo". Ele complementou: "Precisamos ir ao encontro da jogada e finalizar de forma forte. Sempre falamos para os jogadores ofensivos que nossos fundamentos, o modo como terminamos as jogadas e nossa técnica precisam aparecer durante os treinos e na prática. É isso que se traduz em nosso desempenho no dia do jogo".
Questões na defesa dos Bears
Quando a execução das jogadas é tão deficiente, as equipes não podem se dar ao luxo de simplesmente voltar à prancheta para criar novas jogadas ou esboçar um novo esquema. O problema, neste caso, está nos jogadores e não nas jogadas, especialmente no setor defensivo. No entanto, Johnson não pode afirmar isso de maneira tão direta, o que pode justificar seu foco em implementar uma mudança cultural, que aborde os hábitos de treino e a mentalidade dos atletas.
"Começa com a forma como jogamos — menos sobre o esquema ou qualquer outra coisa", ele disse. "Mas nosso estilo de jogo precisa se destacar de uma maneira mais positiva daqui para frente".
Estatísticas da equipe
Atualmente, os Bears ocupam a 15ª posição em jardas ofensivas por jogo, com uma média de 328 jardas, e estão na 15ª posição em pontos por jogo, com 22,5. Entretanto, a equipe é a última em pontos permitidos por jogo, com uma média alarmante de 39,5, e está classificada como a quinta pior em jardas permitidas por jogo, com 382,5.
Johnson expressou confiança na capacidade do coordenador defensivo Dennis Allen, mas a defesa dos Bears enfrentarão um grande desafio com os Cowboys, que possuem uma média de 30 pontos por jogo, com o quarterback Dak Prescott, junto com CeeDee Lamb, George Pickens e um rejuvenescido Javonte Williams.
Sinais de progresso na equipe
Apesar de um panorama desolador, existe um ponto positivo para Johnson: o desempenho do jovem quarterback Williams, que demonstrou sinais de melhora e competência na última partida. Vale lembrar que a defesa dos Dallas Cowboys ocupa a quinta posição entre as equipes que mais pontos permitem, com uma média de 30,5 por jogo. No próximo jogo, Caleb Williams e sua equipe terão a oportunidade de mostrar um desempenho significativamente melhor.
Johnson não tem se mostrado otimista quanto a muitos aspectos, mas parece estar encorajado por algumas melhoras observadas em Williams, afirmando: "Eu percebi um crescimento significativo na segunda semana". Ele ressaltou que ainda existem áreas a serem aperfeiçoadas, mencionando que há jogadas em que os olhares dos jogadores não estão posicionados corretamente ou que algumas vezes estão segurando a bola um pouco mais do que o indicado.
"Mas eu vi uma grande evolução em termos de passar pelas progressões. Houve momentos em que tivemos que chegar ao terceiro ou quarto nível da leitura e ele estava confiando em seus pés e na movimentação, conseguindo alcançá-los. Acredito que ele melhorou de uma semana para outra".
Desenvolvimento contínuo
Embora esses avanços sejam modestos — referentes a uma única semana e a um único jogador — são, de fato, importantes. O mais crucial para uma equipe da NFL é que o jovem quarterback está mostrando sinais de desenvolvimento. Se Johnson conseguir que Williams atenda às expectativas que o colocaram como a escolha número um do Draft em 2024, isso implicará em uma mudança significativa na mentalidade, nos hábitos de treino e na execução durante os jogos.
A transformação da cultura de uma equipe é consideravelmente mais fácil quando o líder — que neste caso é o quarterback — assume um papel proeminente. Se Johnson conseguir que Williams mude e melhore, é provável que o restante dos jogadores siga essa linha de crescimento.