Polêmica em Torno do Tush Push da NFL
O controverso movimento chamado "tush push" na NFL levou o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, um fervoroso fã do Philadelphia Eagles, a se manifestar sobre o tema. Este jogo, em que o quarterback Jalen Hurts é ajudado a avançar sobre a linha para garantir um primeiro down ou um touchdown, recebeu críticas intensas na metade da temporada de 2025. A jogada se tornou difícil de arbitrar corretamente, especialmente com o início promissor da equipe de Philadelphia.
Votação Sobre a Proibição
Na última offseason, houve uma votação para discutir a possibilidade de banir o tush push após a proposta formal apresentada pelos Green Bay Packers. A votação não teve sucesso, permitindo assim que os Eagles, assim como todas as outras equipes da NFL, continuem a executar essa jogada durante a temporada atual.
Opinião do Governador
Apesar de alguns proprietários de equipes estarem sugerindo revisitar a votação, Shapiro defende que a jogada deve permanecer. Ele expressou seu descontentamento com a ideia de proibição, dizendo: "De jeito nenhum!" ao comentar sobre a proibição do movimento. Continuou, afirmando que é "absolutamente ridículo" que equipes que não conseguem parar Hurts, e que não possuem uma linha ofensiva tão forte quanto à montada pelos Eagles sob a liderança de Howie Roseman, queiram banir a jogada. Ele concluiu: "Se eles querem ser bem-sucedidos, talvez deveriam escolher um grande quarterback como Jalen Hurts?"
Desrespeito a Jalen Hurts
Hurts, apesar de ter conquistado um Super Bowl na temporada anterior e ter recebido o prêmio de MVP da partida, frequentemente é deixado de fora da conversa sobre os quarterbacks de elite, grupo que geralmente inclui Patrick Mahomes, Lamar Jackson e outros jogadores renomados. O governador Shapiro manifestou seu cansaço em relação a essa falta de respeito: "Francamente, estou também cansado de que Jalen Hurts não receba o respeito que merece. Ele merece respeito. Os Birds (Eagles) merecem respeito, e propor a proibição do tush push é apenas uma desculpa por não ter uma equipe boa o suficiente para executá-lo."
Declarações de Jason Kelce
Jason Kelce, uma lenda dos Eagles e figura crucial para o sucesso da jogada, recentemente admitiu que se a jogada é difícil de arbitrar, isso poderia ser um motivo para considerá-la uma candidata à proibição.
Kelce disse em seu podcast "New Heights": "Eu sei que houve muito barulho em torno de faltas e agora desta jogada, e eu entendo. Se o tush push é difícil de arbitrar, isso certamente seria um motivo para banir".
Seus comentários surgiram após a vitória dos Eagles sobre o New York Giants, onde ocorreu uma das chamadas mais polêmicas da temporada envolvendo o tush push. Durante a jogada, o defensor Kayvon Thibodeaux, do Giants, arrancou a bola das mãos de Hurts enquanto ele tentava se estender para conquistar um primeiro down. A jogada parecia uma fumble para aqueles que assistiam, pois Hurts ainda estava em movimento.
No entanto, os oficiais consideraram a jogada morta por conta do avanço para frente, declarando que Hurts já havia ultrapassado a linha do primeiro down. O treinador do Giants, Brian Daboll, ficou irado, e muitos especialistas em futebol também se manifestaram, com um consenso de que deveria ter sido considerada uma fumble — até mesmo Kelce concordou: "É uma fumble, eles erraram".
Defesa da Jogada
Ao mesmo tempo, Kelce defendeu o movimento, independentemente de como é decidido em campo. Ele comentou: "Eu sei que todo mundo quer criticar o tush novamente. Novamente, não vejo como isso tem relação com o tush push. Os árbitros erram constantemente em chamadas de avanço. Não estou tentando criar desculpas; apenas não sei como esses pequenos detalhes têm a ver com a ‘operação de empurrar traseiras’. Isso continuará a ser um problema se os Eagles fizerem um quarterback sneak — essa é minha única ressalva".
Considerações Finais
O tush push permanecerá na NFL pelo restante da temporada, e os fãs dos Eagles, como Shapiro, terão prazer em cada jogada em que Hurts forçado a avançar. Independentemente de gostos ou desgostos de jogadores, treinadores ou torcedores, a expectativa é que os oficiales consigam fazer as chamadas corretamente no futuro.